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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Violência Verbal

Alguns agressores verbais usam este tipo de violência contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de pessoas estranhas em casa para humilha-los.
Por razões psicológicas íntimas, normalmente decorrentes de complexos e conflitos, algumas pessoas usam a violência verbal infernizando a vida de outras, querendo ouvir, obsessivamente, confissões de coisas que não fizeram. Atravessam noites nessa tortura verbal sem fim.
A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio. O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, cala-se tornando esse silêncio mais perturbador do que mil palavras.
Deve apresentar queixa contra o agressor, podendo, para o efeito, dirigir-se à esquadra, posto da GNR do local onde ocorreu a agressão ou Polícia Judiciária ou directamente ao Tribunal. Poderá também dirigir-se ao Instituto de Medicina Legal (Lisboa, Coimbra e Porto), ou aos gabinetes médico-legais, que funcionam em muitos hospitais de todo o País. Para qualquer destas diligências faça-se acompanhar, se possível, de familiar ou pessoa amiga.
A ocorrência de maus-tratos deve, tanto quanto possível, ser conhecida pelos familiares, incluindo os filhos, vizinhos ou pessoas amigas não só para poderem prestar assistência e apoio, como para poderem ser testemunhas em processo-crime ou de divórcio litigioso.

O que fazer se for uma vítima de violência?

Ainda que não haja sinais externos de agressão, deve recorrer ao hospital local, centro de saúde ou médico particular para ser observada e tratada. É importante identificar o agressor. Se reside nas grandes áreas de Lisboa, Porto e Coimbra, deve dirigir-se para exame médico-legal, ao respectivo Instituto de medicina Legal, onde está, diariamente, escalado um perito médico-legal.
Fora destas áreas, deve dirigir-se aos Gabinetes Médico-legais, a funcionar continuamente nos Hospitais localizados em: Almada, Angra do Heroísmo, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Cascais, Castelo Branco, Chaves, Évora, Faro, Figueira da Foz, Funchal, Guarda, Grândola, Guimarães, Leiria, Penafiel, Ponta Delgada, Portalegre, Portimão, Santa Maria da Feira, Santarém, Setúbal, Tomar, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Franca de Xira, Vila Real, Viseu, entre outros.

Tipos de violência e traumas

Violência Familiar:
Violência física, abusos sexuais, abandono e negligência, maus-tratos psicológicos;

Violência Comunitária:
Violência da qual o indivíduo é testemunha ou mesmo atingido através de actos interpessoais por pessoas que não estão directamente ligados às vítimas.

Consequências:
· Recém-nascidos e lactente: atraso do crescimento, atraso do desenvolvimento e da linguagem.
· Baixa auto-estima, depressão, insucesso escolar, etc.
· Maior probabilidade de problemas sexuais na vida adulta (receio, impotência, homossexualidade forçada, etc.
· Crianças agressivas. A probabilidade de se tornarem delinquentes é muito maior do que na população, em geral.
· Apetência para a doença mental, o consumo de drogas e álcool.
· Exclusão social.

Violência dos Media

Qualquer criança antes de atingir os 18 anos já assistiu a 100 000 actos de violência na televisão tendo 8 000 retratado a morte.
Cada criança vê por ano 1 023 horas de televisão e tem 900 horas de escolaridade.
As crianças que se impressionam mais são as que têm até 7anos, porque ainda não têm uma visão clara do que é a vida e pouco conhecimento da mesma, para essas crianças, a televisão é um reflexo do Mundo lá fora. As notícias provocam stress e ansiedade, pois embora os adultos acham que, por serem crianças não entendem, o facto é que se uma criança estiver a assistir a alguma reportagem em directo de um local que está em guerra vão fixar a cena incluindo os comentários negativos que os adultos fazem ao ouvir a notícia.
As Consequências dos Media no Desenvolvimento infantil baseiam-se em situações como: comportamento agressivo e, mais tarde, anti-social; insensibilidade e indiferença à violência e às suas vítimas; visão de um mundo violento e cruel; atitudes de agressividade perante actos normais da vida real; aceitação da violência como meio para resolver problemas (a agressão pode ser imitada pelas crianças sempre que o seu autor é recompensado ou não é punido).

Prevenção Dos Maus-Tratos

  • Promoção da Saúde Mental Infantil.
  • Preparação/ Formação de Técnicos que trabalham com crianças.
  • Ensino aos futuros pais
  • Estimulação da relação precoce mãe-filho.
  • Promoção da melhoria das condições de vida, saúde e emprego. Combate ao trabalho
  • infantil, ao alcoolismo e à toxicodependência, entre outros.
  • Força de vontade.
  • Apoio sempre que necessário.

O que fazer diante de suspeitas ou de casos de violência?

A comunicação às autoridades competentes para melhor encaminhamento do caso. Devem tomar conhecimento do ocorrido o Conselho Tutelar da região, o promotor de justiça e o juiz de infância e da juventude, a autoridade policial, os órgãos governamentais de assistência à criança e ao adolescente, como o SOS criança, entre outros…

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O que é a violência no trabalho?

A violência no trabalho, é algo, que mesmo que se pense não existir, é frequente.
É praticado entre colegas ou até mesmo de patrão para empregado, podendo ser praticado a nível psicológico ou físico. Levando ao desgaste aquele que sofre violência, podendo desta forma interferir com a sua vida pessoal.

Que outro tipo de violência pode advir desta violência?

Violência gera violência, e uma pessoa que seja vítima de violência no seu local de trabalho, vai criar as suas próprias defesas para enfrentar o mundo que a rodeia, tornando-se assim também violenta. A violência no trabalho vai gerar outros tipos de violência, sendo elas:

A violência própria: ou seja, não aceitarmos ser quem somos levando a repugnância pessoal (o não querer existir).


A violência familiar: ou seja o desgaste no emprego traz consequenciais para junto do seio familiar, levando por vezes ao fim de casamentos felizes por causa de meras discussões que advêm de problemas a nível profissional. Pois uma pessoa que já esteja inserida no mundo do trabalho, por si só já não vai conseguir desligar totalmente desse mundo, quando regressa a casa, e quando de é vitima de violência pior.
A violência com o mundo em si: quer isto dizer que quando se é vítima de violência tem-se tendência a não gostar de nada e a não aceitar o mundo justamente. Tem-se sempre um certo receio em relação aquilo que nos rodeia, porque nunca se sabe, quando se pode ser vitimas de violência, ou em que situações.

Consequências da violência e do stress no trabalho

  • Aposentadorias por invalidez;

  • Desmotivação;

  • Queda na produtividade/qualidade;

  • Doenças profissionais;

  • Acidente de trabalho;

  • Absentismo;

  • Aumento de conflitos;

  • Perda de mão-de-obra;

  • Licenças de trabalho;

  • Aposentadorias prematuras;

  • Sociedade.